A ideia de escrever sobre o Feminino, em suas diversas instâncias, parte de uma reflexão de que a maternidade – ou, arquetipicamente falando, a inserção em um corpo feminino no universo – proporciona uma perspectiva de enxergar o mundo de forma diferenciada.

 

Permite enxergar o mundo a partir dos olhos do Útero. Enxergar com o útero é viabilizar um lugar do olhar a partir de dentro! Por dentro.

 

A experiência do parto que tem sido tolhida das mulheres ao passo que o capitalismo avança em sua reprodução ampliada e, neste movimento, mercantiliza também este momento corpóreo sagrado é, e pode vir a ser, sempre transformadora. Sempre empoderadora e, no limite mesmo, auto-revolucionária.

 

Dar vazão a este tipo de reflexão, que intenta traduzir o significado do parto em si e, também, como metáfora da transformação, foi o que inspirou este blog.

 

 

As Gravuras do Blog

 

A gravura, trazida na entrada do blog, foi um pedido feito a uma amiga, jovem artista plástica, Lívia Serri Francoio, para que desenhasse uma Árvore Grávida.

 

Minha ideia era justamente traduzir algo do que eu imaginava que significavam a maternidade, a gravidez e a amamentação. Com toda a sua potência plena de vida! Plena de dádivas!

 

Na verdade, pedi a ela que traduzisse em desenho uma imagem onírica.

 

Surpreendentemente a Lívia desenhou uma Jaqueira grávida!!

 

O desenho traz também a dimensão da terra. E, da Terra!

 

Da esfera feminina da fertilidade!

 

Da dádiva feminina no Útero/Universo.

 

Agradeço à Lívia por ter trazido minha imagem onírica e, delicadamente, ter dado a ela elementos que me permitem também falar do meu fazer geografia.

 

As demais gravuras presentes no Blog, também são de autoria de Lívia Serri Francoio.